A percepção da dor como parâmetro de status moral em animais não humanos

Autores

  • Marta Luciane Fischer Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • Rafael Falvo Librelato Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • Andressa Luiza Cordeiro Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • Eliana Rezende Adami Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.24862/cco.v11i2.440

Resumo

Introdução: A dor pode ser desacreditada em animais-não-humanos desinente a inacessibilidade às informações científicas, cultura e empatia. Objetivou-se contextualizar historicamente o conhecimento da dor, investigar a existência de relação entre a afetividade e atribuição de senciência em animais-não-humanos e refletir como esses interveem nos parâmetros de atribuição moral. Metodologia: a contextualização dos eventos históricos e categorização da abordagem contemporânea da dor se deram por meio de análise bibliográfica, enquanto a avaliação concepção de pesquisadores, ativistas e comunidade foi acessada por meio de questionário. Resultados: A percepção da dor esteve atrelada à aquisição de conhecimento consolidado no modelo animal destituído de senciência, culminando contemporaneamente na orientação para o aprimoramento de metodologias e técnicas que subsidiem o desenvolvimento tecnocientífico e promoção de bem-estar-animal visando a efetividade do modelo experimental. A maior afinidade e atribuição moral aderida a escalas hierárquicas taxonômicas somada a desvinculação de mudanças de atitudes frente a comprovação da senciência animal, reforçaram a significância dos fatores socioculturais sobre os éticos na atribuição da dor. Conclusão: A conduta ética quanto ao uso de animais deve transcender os princípios antropocêntricos-hierárquicos que não admitem não-humanos na comunidade moral, assim como os princípios utilitaristas-senciocêntricos que inclui nesta apenas os seres-vivos dotados de sistema nervoso complexo. Deve-se refletir que embora a senciência tenha sido um parâmetro usado para isolar o homem da natureza, ora não cabe na sociedade contemporânea que já reconhece essa propriedade nos demais seres-vivos, demandando mudanças de paradigmas quanto a valoração animal e legitimação do princípio da igual-consideração-de-interesses.

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Biografia do Autor

Marta Luciane Fischer, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Bacharel e Licenciado em Ciências Biológicas  - PUCPR

Licenciado em Educação Artistica - FAP

Mestre e Doutora em Zoologia - UFPR

Pós-doutora - Ecologia Química

Professor titular curso de Ciências Biológicas - PUCPR

Ministra Discisplinas de Zoologia e Etologia para Biologia e Psicologia e Ética no Uso de animais e bem-estar animal e Bioética Ambiental para Mestrado em Bioética e Especialização em Conservação e Educação Ambiental

Docente do Programa de Mestrado em Bioética - PUCPR

Coordenadora do CEUA-PUCPR

Editora Chefe Estudos de Biologia: Ambiente e Diversidade

Laboratório NEC-PUCPR - ESB-PUCPR

Blog:http://etologia-no-dia-a-dia.blogspot.com.br/

Rafael Falvo Librelato, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Biólogo pela PUCPr

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR

Andressa Luiza Cordeiro, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Bióloga pela PUCPR

Especialista em Gestão Ambiental

Graduanda Estatistica UFPR

Eliana Rezende Adami, Universidade Federal do Paraná

Bióloga pela UNIMES e Farmaceutica e Bioquímica pela UNIFAL

Mestre em Bioética PUCPR

Mestre em Farmacologia UFPR

Doutoranda em Farmacologia UFPR

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Publicado

2016-12-07

Como Citar

Fischer, M. L., Librelato, R. F., Cordeiro, A. L., & Adami, E. R. (2016). A percepção da dor como parâmetro de status moral em animais não humanos. Conexão Ciência (Online), 11(2), 31–41. https://doi.org/10.24862/cco.v11i2.440

Edição

Seção

Artigos Originais