Avaliação de funcionalidade e incapacidade de paciente com lesão medular
Resumo
Introdução: A lesão medular provoca alterações motoras, sensitivas, autonômicas e psicoafetivas abaixo do nível da lesão, originando problemas irreversíveis ou de recuperação variável, conforme a deteriorização sofrida pelo tecido nervoso, a sua extensão e localização. Objetivo: Avaliar a incapacidade de um indivíduo com lesão medular, por meio da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), pré e pós- intervenção. Métodos: Trata-se de um estudo de caso único, onde o paciente com diagnóstico de lesão medular T5, teve sua força foi avaliada a partir do Teste do Esfigmomanômetro Modificado (TEM) e o controle de tronco pelo tempo em que o paciente permaneceu em equilíbrio independente. Acerca da atividade e participação, o paciente foi questionado sobre sua dificuldade em tocar a cadeira de rodas. O paciente foi avaliado com o uso dos qualificadores para verificar o efeito da intervenção. Resultados: Trata-se de um paciente de 25 anos, 5 anos pós-lesão. Em relação à força muscular observou-se melhora na força de MMSS (b7309.2 para b7309.1); controle de tronco (b7305.2 para b7305.1). Já em atividade e participação paciente relatou melhora em tocar a cadeira de rodas em morros (d4451.3 para d4451.2). Conclusão: Sendo um breve período de intervenção observou-se melhora do controle de tronco e da força muscular deixando paciente mais independente nas atividades da vida diária, uma vez que relatou maior autonomia para subir morros.
Palavras-chave: Fisioterapia; Traumatismo da Medula Espinhal; Paraplegia.
