Análise técnica e ambiental do tingimento têxtil com corantes vegetais
DOI:
https://doi.org/10.24862/cco.v14i1.909Resumo
Os corantes vegetais foram ao longo do tempo substituídos por corantes sintéticos por serem mais práticos e apresentarem maior estabilidade nas peças. Estes corantes são derivados do petróleo e carvão mineral, extraídos através de processos poluentes e tóxicos, além de serem altamente solúveis em água, sendo liberados junto à grandes quantidades de efluentes gerados. O objetivo deste trabalho é avaliar a viabilidade técnica e ambiental do uso de corantes vegetais selecionados no tingimento de tecidos, analisando parâmetros ambientais do efluente gerado, como pH, turbidez, DBO, DQO e a qualidade do tecido em relação ao tingido industrialmente analisando ainda solidez à fricção e à lavagem e parâmetros de espectrofotometria. Para isso, foram feitos tingimentos utilizando beterraba, repolho roxo e casca de cebola em processo artesanal. As análises de qualidade do tecido demonstraram resultados satisfatórios quanto à brancura, hidrofilia, solidez à lavagem e fricção. Os efluentes apresentaram grande quantidade de matéria orgânica, com valores muito acima do permitido pela Norma Deliberativa COPAM/CERH n.1 de 2008 – Art 29 de Efluentes industriais.
Palavras-chave: pigmentos vegetais; indústria têxtil; sustentabilidade.
