Como as big techs manipulam as subjetividades a partir da guerra de afetos?

Autores

  • Tiago Barros de Araújo Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais image/svg+xml
  • Bruno Burgarelli Albergaria Kneipp Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i3.2411

Resumo

O presente artigo tematiza a potencialização da Guerra de Afetos com as tecnologias e mídias atuais, a fim de demonstrar a determinação da subjetividade contemporânea como obstáculo à concretização de direitos e garantias fundamentais. Como objetivos, intenta-se examinar a dinâmica da Guerra de Afetos, elencando os principais elementos que a caracterizam, para, posteriormente, contextualizar sua aplicabilidade no contexto brasileiro. Além disso, busca-se discutir a relevância do conceito de guerra para o recrudescimento do discurso de ódio e a disseminação de fake news por intermédio das big techs. O problema de pesquisa, assim, é em que medida a atuação das big techs, ao difundir discursos de ódio e desinformação, contribui para a construção da lógica binária “Nós” versus “O Outro” na contemporaneidade brasileira, contribuindo para a não efetividade dos direitos fundamentais. Utilizando-se de pesquisa bibliográfica e realizando uma abordagem qualitativa, como resultado tem-se que os meios de comunicação de massa, ao operarem sob a lógica do espetáculo e do controle psicológico, difundem discursos de ódio e desinformação, que não apenas fragilizam direitos e garantias fundamentais, mas também ocultam e transfiguram seu conteúdo emancipatório em formas e dispositivos de controle de subjetividades individuais e coletivas.

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Biografia do Autor

Tiago Barros de Araújo, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Mestrando em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC Minas. Especialista em Direito Constitucional e Governança Pública pela PUC Minas. Especialista em Direito Público pela PUC Minas. Bacharel em Direito pela PUC Minas. Advogado.

Bruno Burgarelli Albergaria Kneipp, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Doutor cum laude em Direito pela PUC Minas. Mestre em Direito Constitucional pela UFMG. Especialista em Direito Constitucional pela UFMG. Professor Adjunto da PUC Minas e Professor de Direito Internacional da UFMG. Advogado.

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Publicado

2025-12-15

Como Citar

Barros de Araújo, T., & Kneipp, B. B. A. (2025). Como as big techs manipulam as subjetividades a partir da guerra de afetos?. Revista Do Curso De Direito Do UNIFOR, 16(3), e252411. https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i3.2411

Edição

Seção

Edição Especial - Democracia e Big Techs: Guerra de Afetos