Como as big techs manipulam as subjetividades a partir da guerra de afetos?
DOI:
https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i3.2411Resumo
O presente artigo tematiza a potencialização da Guerra de Afetos com as tecnologias e mídias atuais, a fim de demonstrar a determinação da subjetividade contemporânea como obstáculo à concretização de direitos e garantias fundamentais. Como objetivos, intenta-se examinar a dinâmica da Guerra de Afetos, elencando os principais elementos que a caracterizam, para, posteriormente, contextualizar sua aplicabilidade no contexto brasileiro. Além disso, busca-se discutir a relevância do conceito de guerra para o recrudescimento do discurso de ódio e a disseminação de fake news por intermédio das big techs. O problema de pesquisa, assim, é em que medida a atuação das big techs, ao difundir discursos de ódio e desinformação, contribui para a construção da lógica binária “Nós” versus “O Outro” na contemporaneidade brasileira, contribuindo para a não efetividade dos direitos fundamentais. Utilizando-se de pesquisa bibliográfica e realizando uma abordagem qualitativa, como resultado tem-se que os meios de comunicação de massa, ao operarem sob a lógica do espetáculo e do controle psicológico, difundem discursos de ódio e desinformação, que não apenas fragilizam direitos e garantias fundamentais, mas também ocultam e transfiguram seu conteúdo emancipatório em formas e dispositivos de controle de subjetividades individuais e coletivas.
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