Do coronelismo eletrônico ao colonialismo digital
perspectivas históricas de concentração hegemônica de poder tecnológico e os riscos à soberania digital
DOI:
https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i3.2415Resumo
O presente artigo examina a evolução do poder midiático no Brasil, traçando uma linha histórica que conecta o coronelismo eletrônico ao colonialismo digital. A partir do método de abordagem dedutivo, a pesquisa discute como a concentração hegemônica dos meios de comunicação e das plataformas digitais representa um risco crescente à soberania digital. Assim, a pesquisa questiona em que medida as atuais regulamentações e políticas públicas brasileiras são suficientes para mitigar os impactos da concentração de poder tecnológico e do colonialismo digital, e como essa lacuna jurídica favorece a reprodução de práticas históricas como o coronelismo eletrônico, colocando em xeque a soberania digital do Estado e a autonomia dos cidadãos sobre seus dados e informações. Empregando o método de procedimento funcionalista e técnicas de pesquisa documental e bibliográfica, o estudo analisa as estruturas de poder que perpetuam a desigualdade informacional. A análise aponta que a transição da hegemonia de grupos midiáticos tradicionais para corporações globais de tecnologia aprofunda a dependência e a vulnerabilidade do Estado-nação. Discute-se como a apropriação de dados e o controle algorítmico por potências estrangeiras configuram um novo tipo de dominação, minando a autonomia nacional e a autodeterminação social.
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