Do coronelismo eletrônico ao colonialismo digital

perspectivas históricas de concentração hegemônica de poder tecnológico e os riscos à soberania digital

Autores

  • Bruno Mello Corrêa de Barros Beuron Universidade Federal de Santa Catarina image/svg+xml
  • José Sérgio da Silva Cristóvam Universidade Federal de Santa Catarina image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i3.2415

Resumo

O presente artigo examina a evolução do poder midiático no Brasil, traçando uma linha histórica que conecta o coronelismo eletrônico ao colonialismo digital. A partir do método de abordagem dedutivo, a pesquisa discute como a concentração hegemônica dos meios de comunicação e das plataformas digitais representa um risco crescente à soberania digital. Assim, a pesquisa questiona em que medida as atuais regulamentações e políticas públicas brasileiras são suficientes para mitigar os impactos da concentração de poder tecnológico e do colonialismo digital, e como essa lacuna jurídica favorece a reprodução de práticas históricas como o coronelismo eletrônico, colocando em xeque a soberania digital do Estado e a autonomia dos cidadãos sobre seus dados e informações. Empregando o método de procedimento funcionalista e técnicas de pesquisa documental e bibliográfica, o estudo analisa as estruturas de poder que perpetuam a desigualdade informacional. A análise aponta que a transição da hegemonia de grupos midiáticos tradicionais para corporações globais de tecnologia aprofunda a dependência e a vulnerabilidade do Estado-nação. Discute-se como a apropriação de dados e o controle algorítmico por potências estrangeiras configuram um novo tipo de dominação, minando a autonomia nacional e a autodeterminação social.

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Biografia do Autor

Bruno Mello Corrêa de Barros Beuron, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito - PPGD da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Pesquisador do Grupo de Estudos em Direito Público – GEDIP da UFSC. Pesquisador do Observatório de Gestão Universitária para a Inclusão e Desenvolvimento Social do Pampa, da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, Campus Santana do Livramento/RS. Bolsista FAPESC – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Edital de Chamada Pública FAPESC nº 19/2024 – Programa FAPESC de fomento à Pós-Graduação em Instituições de Educação Superior do Estado de Santa Catarina – Bolsas Doutorado Acadêmico e Profissional). 

José Sérgio da Silva Cristóvam , Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor e Mestre em Direito pelo PPGD da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor Adjunto de Direito Administrativo (Graduação, Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

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Publicado

2025-11-23

Como Citar

Mello Corrêa de Barros Beuron, B., & Cristóvam , J. S. da S. (2025). Do coronelismo eletrônico ao colonialismo digital: perspectivas históricas de concentração hegemônica de poder tecnológico e os riscos à soberania digital. Revista Do Curso De Direito Do UNIFOR, 16(3), e252415. https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i3.2415

Edição

Seção

Edição Especial - Democracia e Big Techs: Guerra de Afetos em outros olhares