Hermenêutica do Direito Civil constitucional

análise principiológica da ADI 4815

Autores

  • Hugo Rios Bretas Newton Paiva; Funcesi; PUC/Minas
  • Juliana Santana

DOI:

https://doi.org/10.24862/rcdu.v13i2.1576

Resumo

A ação direta de inconstitucionalidade significa um dos mecanismos de controle concentrado de constitucionalidade, monopolizado em sede federal pelo seu guardião, qual seja, o Supremo Tribunal Federal, que legitimou por meio da ADI 4815 a possibilidade de publicação de biografias independentemente da anuência da pessoa do biografado. Esta admissibilidade, naturalmente, desagua uma série de inquietações, em decorrência do fato de que a publicização equivocada pode impactar a imagem atributo, a honra objetiva, o nome, a personalidade e a dignidade da pessoa humana. O fato é que, de modo algum, o referido órgão admitiu a publicação de biografias falaciosas ou desprovidas de lastro, motivo pelo qual a publicização da biografia deve prestigiar os corolários da boa-fé. Nesse sentido, o fundamento do Supremo Tribunal Federal, consistiu na liberdade de expressão e relevância histórica das biografias, contudo, se houver colisão com a dignidade, reputa-se, ab initio, na medida em que este controle transmitiu provimento abstrato e oponível erga omnes, existencialmente plausível preponderar esta sobre aquelas, apesar de comumente ser proporcionalmente recomendável individualizar o caso concreto. Isso posto, o presente artigo se inclina em tom de dissidência em relação ao Supremo Tribunal Federal.

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Biografia do Autor

Hugo Rios Bretas, Newton Paiva; Funcesi; PUC/Minas

Doutorando e Mestre em Direito Privado, Pós-graduado em Direito Civil e Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Coordenador dos Cursos de Graduação Mediação, Serviços Registrais e Notariais, Serviços Penais, Serviços Judiciais, Segurança Pública e Segurança Privada, Coordenador das pós-graduações em Direito Público, Direito de Família e das Sucessões, Conselheiro representante das Ciências Jurídicas no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), Representante docente da pós-graduação na Comissão Própria de Avaliação (CPA), Professor Adjunto I da Escola de Direito, EAD, Extensão e Conteudista do Centro Universitário Newton Paiva; Coordenador da Pós-graduação em Direito Público, Constitucional e Ambiental, membro do colegiado e Professor Adjunto da pós-graduação e graduação da FUNCESI. Professor das Pós-graduações do SENAC, UNIPAC, UCA-DF e MILTON CAMPOS. Membro da Comissão Estadual de Advogados Professores da Ordem dos Advogados do Brasil (OABMG).

 

Juliana Santana

Pós-graduada em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Graduada em Direito, Extensão em Iniciação à docência pelo Centro Universitário Newton Paiva. Advogada

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Publicado

2022-10-24

Como Citar

Bretas, H. R., & Santana, J. (2022). Hermenêutica do Direito Civil constitucional: análise principiológica da ADI 4815. Revista Do Curso De Direito Do UNIFOR, 13(2), 13–27. https://doi.org/10.24862/rcdu.v13i2.1576

Edição

Seção

Artigos