A tributação sobre o consumo e a democracia participativa: uma análise tardia, mas necessária

Autores

  • Alessandra Machado Brandão Teixeira

Resumo

Este artigo tem por objetivo avaliar a tributação sobre o consumo no Estado brasileiro e, verificar se ela atende ao princípio da pessoalidade, que é um dos pilares de adequação da arrecadação às exigências do Estado Democrático de Direito. No seu desenvolvimento analisam-se os princípios constitucionais que regem a tributação sobre o consumo. Conclui-se que a forma como estes tributos estão estruturados no ordenamento jurídico brasileiro, desconsiderando os atributos pessoais do contribuinte, não há consonância com os princípios constitucionais orientadores do sistema tributário. A opção do Estado brasileiro em concentrar a arrecadação na tributação sobre o consumo ofende aos fundamentos e objetivos do Estado Democrático de Direito instituído pela Carta de 1988, em especial no que tange a cidadania e a constituição de uma sociedade justa e solidária, porque essa forma de incidência não é dimensionada considerando a manifestação de riqueza do consumidor final.

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Biografia do Autor

Alessandra Machado Brandão Teixeira

Mestre e doutora em Direito Tributário pela FDUFMG

Especialista em Direito Tributário pela Universidade de Bologna (Itália)

Professora da PUC Minas

Advogada Tributarista

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Publicado

2016-09-01

Como Citar

Brandão Teixeira, A. M. (2016). A tributação sobre o consumo e a democracia participativa: uma análise tardia, mas necessária. Revista Do Curso De Direito Do UNIFOR, 6(1), 87–105. Recuperado de https://revistas.uniformg.edu.br/cursodireitouniformg/article/view/329

Edição

Seção

Artigos