Direito, cinema e tecnologia

O épico filme avatar, os direitos da personalidade, identidades e confusões mentais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i1.2000

Resumo

O filme Avatar, responsável por volumosa e recordista bilheteria, em suas duas edições, inquietou-nos, tendo em vista as lições éticas, especialmente no tocante aos limites morais dos relacionamentos interpessoais, entre tribos e civilizações típicas humanas, além do dilema entre a proteção ambiental, choques culturais, ancestralidade versus interesses econômicos agressivos. O enredo se deleita em um contexto de alto avanço tecnológico, posicionado como ficção científica futurística, ao ponto de discutir questões atreladas ao universo paralelo, dentro de um cenário semelhante ao metaverso. Isto é, o protagonista Jake controla dois agentes, em duas distintas esferas: Uma tribal, vivida pelo seu avatar, com robusta vitalidade física. Por outro lado, em seu contexto real, Jake é alarmado pela sua condição física paraplégica, portanto, vulnerável. Nesse sentido, o dilema ético é angustiante, fazendo-nos defender a responsabilidade do “dirigente” do avatar sobre as condutas por ele praticadas. Isto é, defendemos a intervenção do Direito sobre os universos paralelos. Em termos normativistas, este artigo clama por defesas existenciais, centralizadas na dignidade da pessoa humana, personalidade, sempre preocupadas com a saúde mental e integridade psíquica, as quais podem ser atingidas quando ausente a racionalidade no manuseio das vivências virtuais, ou seja, quando não há a devida mensuração dos limites entre a vida virtual e a vida real. Portanto, a partir de uma metodologia analítica, será percorrido um caminho existencialista principiológico, no sentido de concluir que o Direito precisa intervir, por meio de fiscalizações contundentes nos universos paralelos, em busca da defesa do direito materialmente constitucional da dignidade da pessoa humana e seus desdobramentos.

 

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Biografia do Autor

Hugo Rios Bretas, Centro Universitário Newton Paiva

Pós-Doutorando, Doutor e Mestre em Direito Privado, Pós-graduado em Direito Civil e Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais;Coordenador do Grupo de Pesquisas GEPAM "A gestão de pessoas e o assédio moral: contribuições da Psicologia Organizacional e do Trabalho e do Direito para um ambiente empresarial saudável", Coordenador das pós-graduações em Direito Público, Direito de Família e das Sucessões, Conselheiro representante das Ciências Jurídicas no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), Representante docente da pós-graduação na Comissão Própria de Avaliação (CPA), a de Avaliação (CPA), Membro do NDE (Nucleo Docente Estruturante), Professor Adjunto I da Escola de Direito, EAD, Extensão e Conteudista do Centro Universitário Newton Paiva; Coordenador da Pós-graduação em Direito Público, Constitucional e Ambiental, membro do colegiado e Professor Titular da pós-graduação e graduação da UNIFUNCESI; Membro da Comissão Própria de Avaliação (CPA), Responsável pelo Setor de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e Professor da Universidade Corporativa da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (UCA-DF); Membro pesquisador do Grupo de Pesquisas "Ética e Religião" do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PPGCR PUC Minas); Professor das Pós-graduações do SENAC, UNIPAC,  e MILTON CAMPOS. Membro da Comissão Estadual de Advogados Professores da Ordem dos Advogados do Brasil (OABMG).

 

Juliana Oliveira Braga, Centro Universitário Newton Paiva

Mestre em Administração pela Faculdade de Pedro Leopoldo, Pós - Graduada em Administração de Recursos Humanos pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais . Atualmente é professora do Centro Universitário Newton Paiva no curso de Psicologia, Administração, Direito e no Ensino a Distância, orientadora de Estágio Supervisionado no curso de Administração, Psicologia e Trabalho de Conclusão de Curso no curso de Direito e no Ensino a Distância, membro do colegiado do curso de Administração do Centro Universitário Newton Paiva.

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Publicado

2025-05-08

Como Citar

Bretas, H. R., & Braga, J. O. (2025). Direito, cinema e tecnologia : O épico filme avatar, os direitos da personalidade, identidades e confusões mentais. Revista Do Curso De Direito Do UNIFOR, 16(1), e252000. https://doi.org/10.24862/rcdu.v16i1.2000

Edição

Seção

Artigos