A diferença entre titulação e certificação de comunidades quilombolas

impactos culturais, políticos e sociais na trajetória da comunidade Ilha de São Vicente – TO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24862/rcdu.v17i1.2332

Resumo

Este trabalho investigou as distinções conceituais, jurídicas e políticas entre certificação e titulação de territórios quilombolas, tendo como estudo de caso a Comunidade Remanescente de Quilombo Ilha de São Vicente, localizada no município de Araguatins, estado do Tocantins, compreendida enquanto comunidade pesquisada e sujeito coletivo da investigação. A pesquisa teve como objetivo analisar os impactos sociais, culturais e territoriais decorrentes desses dois instrumentos legais, bem como compreender os desafios enfrentados pela comunidade no processo de efetivação de seus direitos territoriais. Para tanto, utilizou-se uma abordagem qualitativa, de natureza descritivo-analítica, caracterizada metodologicamente como um estudo de caso, com base em revisão bibliográfica e análise documental de fontes institucionais, legislativas e comunitárias. Os resultados evidenciaram a assimetria entre os marcos legais e a efetividade da política pública, destacando a morosidade na titulação e os entraves burocráticos impostos pelos órgãos fundiários. Constatou-se ainda que, apesar da ausência de título definitivo, a certificação pela Fundação Cultural Palmares impulsionou processos de fortalecimento da identidade étnico-cultural, mobilização política e criação de estratégias autônomas de defesa territorial desenvolvidas pela comunidade pesquisada, reafirmando sua agência social e política no contexto da luta por direitos territoriais.

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Biografia do Autor

Suyene Monteiro da Rocha, Universidade Federal do Tocantins

Doutora em Biodiversidade e Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade FederaDoutora em Biodiversidade e Biotecnologia (BIONORTE/ UFAM). Mestre em Ciências Ambientais (UFT). Especialista em Direito Penal e Direito Processual Penal (Vale do Rio Doce/ OAB/TO). Graduada em Direito pela Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS). Professora Permanente do Mestrado Profissional em Administração Pública e Professora Associada da graduação e pós-graduação no Curso de Direito - UFT. Coordenadora do grupo de pesquisa Estudos em Política Pública Ambiental e sustentabilidade – CNPq e do Grupo de Extensão - Direitos, Meio Ambiente e Sociedade. Editora Executiva da Revista Vertentes do Direito- UFT. Membra da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil APRODAB e da Academia Transdisciplinar Internacional de Direito Ambiental - ATINA.

Carlito Pereira de Sousa, Universidade Federal do Tocantins

Graduando do curso de Direito da Universidade Federal do Tocantins - UFT. integrante do Grupo de Extensão Direitos, Meio Ambiente e Sociedade.

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Publicado

2026-05-03

Como Citar

Monteiro da Rocha, S., & Pereira de Sousa, C. (2026). A diferença entre titulação e certificação de comunidades quilombolas: impactos culturais, políticos e sociais na trajetória da comunidade Ilha de São Vicente – TO. Revista Do Curso De Direito Do UNIFOR, 17(1), e262332. https://doi.org/10.24862/rcdu.v17i1.2332

Edição

Seção

Artigos