A corrosão do tempo livre pelo tempo de trabalho: uma reflexão sobre a captura da subjetividade
DOI:
https://doi.org/10.24862/rcdu.v8i2.716Resumo
A partir de uma reflexão sobre os fatores que contribuem para captura da subjetividade e para a corrosão do tempo livre pelo tempo de trabalho, questiona-se como modelo de produção toyotista, impacta diretamente a vida do trabalhador. O presente artigo tem como objetivo principal, analisar a predominância dos valores de mercado que regem as relações laborais e a necessidade de desconexão do trabalho, como forma de se efetivar direitos fundamentais constitucionalmente garantidos. Para alcançar o objetivo proposto foram apresentadas reflexões sobre a relação entre o tempo de trabalho e o tempo de vida, os artifícios utilizados para capturar a subjetividade do trabalhador no sistema capitalista manipulatório e por fim, como a solidariedade de classe e o sentimento de pertencimento estão enfraquecidos nesse contexto. Foi realizada uma pesquisa descritiva e bibliográfica, que demonstra que a vinculação ao trabalho não deve ser permanente, sendo necessário tempo livre para que a atividade laborativa não esgote o trabalhador, mas possa proporcioná-lo dignidade. Tendo em vista não ser possível separar o ser que vive do ser que aliena sua força de trabalho, é preciso administrar o tempo dedicado ao labor, para que haja tempo para vida familiar, privada e para o desenvolvimento da personalidade do ser humano.
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