Do Brasil à Europa
analisando o futuro dos criptoativos nas estruturas regulatórias
DOI:
https://doi.org/10.24862/rcdu.v17i1.2238Resumo
A moeda tem desempenhado papel central na evolução das sociedades, adaptando-se às transformações econômicas e tecnológicas. O surgimento do Bitcoin e da tecnologia Blockchain marcou um ponto de inflexão ao introduzir um sistema monetário digital descentralizado, trazendo desafios relevantes para a regulação estatal. No Brasil, a Lei nº 14.478/2022 e o Decreto nº 11.563/2023 representam avanços normativos, mas ainda deixam lacunas quanto à natureza jurídica dos criptoativos, à delimitação das competências regulatórias, à responsabilidade das prestadoras de serviços e aos limites da intervenção estatal. Em paralelo, a União Europeia busca harmonizar o setor por meio do Regulamento relativo ao mercado de criptoativos (MiCAR). O estudo adota como marco teórico os debates sobre economia digital, soberania regulatória e intervenção estatal, em diálogo com os fundamentos constitucionais da ordem econômica. Utiliza-se metodologia qualitativa, de abordagem dedutiva, baseada em revisão bibliográfica e análise documental sob perspectiva jurídico-comparada. Investiga-se se os modelos regulatórios são capazes de equilibrar inovação, proteção do consumidor e soberania econômica. Conclui-se que uma regulação eficaz deve priorizar transparência e confiança sem comprometer a natureza descentralizada da economia digital.
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